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Pesquisa revela como a obesidade causa o diabetes tipo 2

Pesquisa revela como a obesidade causa o diabetes tipo 2

Não é novidade que a obesidade é um fator de risco para o diabetes, mas agora uma nova pesquisa revelou o mecanismo dessa associação

Que a obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 é fato estabelecido há várias décadas. A epidemia global em curso de diabetes é consequência direta do aumento da prevalência de obesidade, observada na maioria dos países a partir dos anos 60.

A associação entre obesidade e diabetes
Quando uma pessoa engorda o seu tecido adiposo aumenta. Essa expansão do tecido adiposo requer um aumento correspondente da rede vascular para supri-lo de oxigênio e nutrientes. Ocorre que se o aumento do tecido adiposo for proporcionalmente maior do que a rede vascular (o que geralmente ocorre quando o ganho de peso é grande ou rápido ), as células do tecido adiposo passam a ser submetidas a um ambiente de relativa escassez de oxigênio (hipóxia).

Nesta condição, secretam substâncias que atraem um tipo de glóbulos brancos, os macrófagos, que passam a infiltrar o tecido adiposo. Os macrófagos infiltrados no tecido adiposo são ativados e passam a secretar várias substâncias (citocinas). Algumas facilitam o crescimento de novos capilares amenizando a falta de oxigênio e outras, como o TNF alfa, têm a propriedade de diminuir o efeito da insulina, o hormônio que controla o nível de açúcar (glicose).

O papel da insulina
Deste modo, quem desenvolve obesidade, tem agora que produzir muito mais insulina para superar o efeito inibidor das substâncias produzidas pelos macrófagos que passaram a habitar no seu tecido adiposo expandido. Baseados neste conhecimento, pesquisadores desenvolveram estratégias para inibir o efeito do TNF alfa, com o propósito de diminuir a resistência à insulina e o consequente diabetes associado à obesidade.

Uma destas tentativas foi o uso, em 2007, de um anticorpo anti-TNF alfa que produziu apenas uma pequena melhora no controle do metabolismo de pacientes com diabetes e obesos, indicando que deveriam existir outros mecanismos, ainda desconhecidos, responsáveis por provocar diabetes nos obesos.

A nova pesquisa
Após dez anos de pesquisas, cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, parecem ter encontrado uma resposta para essa questão. Desde o final da década de 90 sabe-se que as células podem comunicar-se através dos exosomas, partículas constituídas por uma membrana (semelhante à membrana celular) que envelopam diversos tipos de informação genética, representadas por sequências de DNA, RNA mensageiro ou microRNA (miRNA)s.

Estas moléculas não poderiam ser diretamente secretadas na circulação porque seriam imediatamente destruídas por enzimas presentes no sangue (DNAses e RNAses). Assim, através dos exosomas, uma célula pode modificar o funcionamento de outra célula à distância, uma vez que a célula receptora incorporará as novas informações genéticas contidas no exosoma.
Os pesquisadores demonstraram que exosomas provenientes de macrófagos existentes no tecido adiposo de animais obesos, com resistência à insulina, eram capazes de inibir o efeito da insulina quando colocados em cultura de células musculares ou de fígado. Além disso, a injeção destes exosomas em animais normais era capaz de provocar resistência à insulina nestes animais, apesar destes serem magros.

De modo reverso, a injeção nos animais obesos de exosomas provenientes de macrófagos de animais normais atenuava a resistência à insulina.
Após a clara demonstração que os exosomas dos macrófagos eram capazes de modular a resistência à insulina, os pesquisadores conduziram uma série de experimentos para identificar qual substância presente nestas partículas era responsável pelo efeito. Verificaram que o mi RNA-155 estava aumentado em três vezes no exosoma dos animais obesos em relação aos animais magros e que este RNA tanto “in vitro” quanto “in vivo” era capaz de produzir resistência à insulina.
O mi RNA-155 interfere com o gene PPAR gama inibindo a sua expressão.

Possível tratamento
Um dos medicamentos utilizados no tratamento do diabetes, a pioglitazona tem a propriedade de estimular a expressão deste gene. Deste modo, teria efeito contrário ao do miRNA-155 e portanto, seria a medicação específica para atenuar o efeito de aumento da resistência à insulina associado à obesidade.

Certamente o conhecimento dos mecanismos que vinculam a obesidade ao diabetes é relevante em um mundo que em 2020 abrigará 1 bilhão de habitantes com sobrepeso ou obesidade e 643 milhões de portadores de diabetes. Este conhecimento é pré-requisito para o desenvolvimento de tratamentos capazes de evitar que os obesos se tornem diabéticos.

(Fonte: Veja)

 

Receita de bolo de fubá light e cremoso

Receita de bolo de fubá light e cremoso

- INGREDIENTES
1 xíc. (chá) de açúcar light
1 col. (sopa) de óleo de coco
3 gemas de ovo
1 xíc. (chá) de farinha integral
1 xíc. (chá) de fubá
3 xíc. (chá) de leite desnatado
1 col. (sopa) de fermento em pó
2 col. (sopa) de erva doce

MODO DE PREPARO
Misture o açúcar, o óleo de coco, as gemas, duas xícaras de leite, a farinha e o fubá. Acrescente o restante do leite e, por último, o fermento em pó. A massa fica líquida. Coloque a massa na forma de 24 cm x 31 cm untada e coberta com papel manteiga. Cubra com papel alumínio e asse em forno preaquecido a 180 °C por 15 minutos. Tire o papel alumínio e asse por mais ou menos 2 horas.

(Fonte: Corpo a Corpo)

Cálculo do IMC ou Índice de Massa Corporal: como está o seu peso?

Cálculo do IMC ou Índice de Massa Corporal: como está o seu peso?

O que o IMC significa?
IMC significa Índice de Massa Corporal. Ele é usado para indicar se você está abaixo do peso, com excesso de peso ou no peso ideal para a sua altura. É uma medida importante de se conhecer, pois se o seu peso varia acima ou abaixo da faixa ideal, seus riscos para algumas doenças podem aumentar.

Como faço para calcular o meu IMC?
O IMC é calculado dividindo o peso corporal (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). A partir do resultado, basta olhar a tabela de referência e saber a zona de risco em que você se encontra.

Use a calculadora abaixo para calcular o seu IMC e verificar como está o seu peso. Coloque o seu peso corporal em quilogramas e a sua altura em metros. Ou seja, se você pesa 58.400 gramas e mede 1 metro e 75 centímetros, coloque na calculadora 58.4 para o peso e 1.75 para a altura. Clique em calcular e veja o resultado.
Você está abaixo do peso para a sua altura. É importante procurar manter-se dentro de sua faixa de peso saudável. Estar na faixa de peso saudável vai melhorar a capacidade do seu organismo de combater as infecções ou outras doenças.

Se você está preocupado com seu peso ou se você está perdendo peso sem esforço, converse com seu médico e nutricionista para se certificar de que não existem quaisquer outros problemas que causam isso.

Normal ou Peso saudável (IMC de 18.5 a 24.9)
Você está com o peso saudável para a sua altura. Recomendamos que você também verifique a sua relação cintura-quadril.
Procure manter-se dentro da faixa de peso ideal através de uma dieta saudável, bem equilibrada e faça exercícios regularmente. A maioria dos adultos deve fazer exercícios físicos regulares durante 30 minutos na maioria dos dias da semana.

Um estudo com idosos australianos mostrou que o estado geral de saúde pode ser mais importante do que estar levemente acima do peso. Alguns pesquisadores sugeriram que a faixa de IMC entre 22 e 26 kg/m² é aceitável para idosos australianos.

Pré-obeso ou Sobrepeso (IMC de 25 a 29.9)
Estar acima do peso aumenta o risco de desenvolver doenças coronarianas e outras condições de saúde, como diabetes mellitus. Manter um peso saudável vai ajudá-lo a controlar a sua pressão arterial e os seus níveis de colesterol. Você perde peso quando a quantidade de energia que entra no seu corpo é menor do que o que está sendo usado por seu organismo. Isso geralmente acontece com pessoas que se dedicam a se exercitar mais e a comer uma dieta equilibrada e saudável. Para obter um aconselhamento médico e dietético individualizado, consulte o seu médico e um nutricionista.

Obesidade (IMC superior a 30)
Com o aumento do IMC, o risco de desenvolver doenças coronarianas, diabetes mellitus ou alguns tipos de câncer aumenta. É importante que você tome medidas para reduzir o seu peso corporal. A boa notícia é que mesmo perder pequenas quantidades de peso pode beneficiar a sua saúde. Você perde peso quando a quantidade de energia que entra no seu corpo é menor do que o que está sendo usado por seu organismo. Isso geralmente acontece com pessoas que se dedicam a se exercitar mais e a comer uma dieta equilibrada e saudável.
A obesidade está associada a alguns riscos à saúde, tais como apneia do sono, osteoartrite, pressão arterial elevada (hipertensão arterial), resistência insulínica (diabetes tipo 2), colesterol elevado, doenças coronarianas, acidentes vasculares cerebrais (AVC ou derrame), muitos tipos de câncer, depressão, morte prematura, dentre outros.
Para obter um aconselhamento médico e dietético individualizado consulte o seu médico e um nutricionista. Se o seu IMC está acima de 35, o seu médico poderá aconselhá-lo sobre algumas opções adicionais disponíveis para ajudá-lo na perda de peso.

Qual é a precisão do IMC?
O IMC é uma medida útil para a maioria das pessoas com mais de 18 anos. No entanto, existem algumas limitações no seu uso, pois ele pode ser influenciado pela idade, sexo e etnia.
Por exemplo, pessoas brevilíneas e/ou musculosas podem ser consideradas obesas sem o serem de fato. Para idosos e crianças, é necessário seguir tabelas especiais de IMC. Já os indianos, paquistaneses e bengaleses que estão com o índice de massa corpórea (IMC) acima de 28 devem ser considerados obesos por serem mais suscetíveis ao diabetes mellitus e a doenças cardíacas.

A partir do IMC também não é possível diferenciar os componentes "gordo" e "magro" da massa corporal.
Fale com o seu médico, um nutricionista ou um profissional especializado sobre o seu peso e sua saúde física.
Se você estiver grávida, o IMC não se aplica. Você deve procurar o seu obstetra e conversar com ele sobre o que representa um peso saudável durante a gestação.

(Fonte: Abc Med)

 

Dica de quarta: Coma beterraba

Dica de quarta: Coma beterraba

Cientistas associam consumo de produtos light a ganho de peso

Cientistas associam consumo de produtos light a ganho de peso

Estudo americano feito com ratos também relacionou esses itens a problemas no fígado

Na sua despensa só têm lugar produtos com baixo teor de gordura e açúcar? Cuidado, talvez seja melhor priorizar os alimentos mais saudáveis que existem – os naturais e preparados em casa. É o que sugere um novo estudo da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, publicado em maio de 2017 na revista Physiology and Behavior.

Na pesquisa, um time de cientistas liderados por Krzysztof Czaja, professor da Faculdade de Medicina Veterinária da universidade, notou que ratos alimentados com uma dieta baixa em gordura, mas rica em açúcar, engordaram mais do que os animais que receberam um cardápio balanceado. E não para por aí: os ratinhos com um menu restrito desenvolveram problemas no fígado e inflamação no cérebro.

“A maioria dos produtos com pouca ou nenhuma gordura têm um teor aumentado de açúcar e são camuflados com nomes rebuscados, dando a impressão de que são saudáveis. Mas, na realidade, essas comidas podem causar danos ao fígado e levar à obesidade”, alerta Czaja.

Para o trabalho, os estudiosos acompanharam, por quatro semanas, três grupos de ratos e monitoraram peso, consumo de calorias, composição corporal e amostras de fezes. Uma parte dos animais teve uma dieta cheia de gordura e açúcar; a outra consumiu um menu pouco gorduroso, mas abundante no ingrediente doce; e a terceira turma teve acesso a uma alimentação balanceada.

Os dois primeiros grupos desenvolveram gordura no fígado e ganharam mais peso e gordura corporal do que os bichos cuja dieta foi equilibrada. “Nosso estudo mostra que, nos ratos alimentados com pouca gordura e muito açúcar, a eficiência corporal de gerar gordura é o dobro do que a dos animais com um cardápio normal”, conta o líder da investigação.

Moral da história: na próxima vez em que for ao supermercado, fique de olho no rótulo – quanto mais nomes estranhos houver ali, menos saudável e natural é o produto. E não se esqueça de que a alimentação mais saudável que existe é aquela com comida de verdade, rica em nutrientes, texturas e sabores que, acima de tudo, agradam seu paladar.

(Fonte: Boa Forma)

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