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É errado criticar pessoas por estarem acima do peso?

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Quando uma pesquisa da ONG Cancer Research afirmou, nesta semana, que a geração Y será a mais acima do peso desde que se começou a produzir esse tipo de estatística, a mensagem foi focada em saúde – depois do cigarro, disse a entidade, a obesidade é a segunda maior causa de câncer que pode ser prevenida.
A entidade pediu o fim de propagandas de junk food (comida calórica sem valor nutritivo) e falou sobre a importância de ter uma alimentação mais saudável e balanceada.

Mas nem todos gostaram do tom usado pela organização.

A premiada comediante dinamarquesa Sofie Hagen criticou a campanha, que chamou de "inacreditavelmente danosa".

Mas afinal, é errado criticar alguém por estar acima do peso?

Questão de peso
Ser gordo é algo ruim?

Que a obesidade apresenta riscos para a saúde, é um fato amplamente conhecido e não questionado entre a maioria dos médicos. No entanto, alguns especialista e pesquisadores acreditam que a forma como se fala do peso é algo que precisa mudar.

O médico Stuart Flint, pesquisador de saúde pública e obesidade na Universidade Beckett, em Leeds, no Reino Unido, diz que é muito prejudicial a forma como pessoas acima do peso são diariamente discriminadas e estereotipadas na mída, na escola, no local de trabalho - e até por profissionais de saúde. É o chamado body shaming – apontar para o corpo de alguém para envergonhá-la.

A explicação é simples: expor uma pessoa por estar acima do peso não vai ajudá-la a emagrecer, e pode piorar a vida dela de diversas formas.

"O estigma faz com que seja menos provável que pessoas acima do peso se tornem mais saudáveis e aumenta a chance de elas terem problemas de saúde mental e física", diz Flint.

Ele argumenta que a forma como as pessoas – inclusive médicos – enxergam e falam sobre pessoas gordas precisa mudar muito.

"Acredita-se que as pessoas conseguiriam reduzir seu peso muito rápido, mas claramente não é o caso", diz Flint. "Em geral, é uma condição crônica que vai se estabelecendo ao longo de muitos anos."

Nick Finer, professor da University College de Londres, diz que muitas pessoas acham que "têm direito" de culpar as pessoas por estarem acima do peso, mais ignoram o papel do ambiente em que vivemos e de outros fatores que podem afetar a massa corporal.

"Se alguém cai do barco e se afoga por não conseguir nadar, ninguém diz: 'é sua culpa, você deveria ter segurado a respiração'. Essa pessoa teve a má sorte de estar em um ambiente em que é muito fácil se afogar. E hoje vivemos em um ambiente em que é muito fácil engordar."

Para o bem da saúde
É uma postura defendida também pelo movimento de body positivity, que celebra as diferenças entre diversos tipos e formatos de corpo e quer retirar o estigma colocado sobre pessoas gordas.

Críticos acusam o movimento de "normalizar" a obesidade.

Mas Flint diz que essa visão está errada.

"Não é uma questão de normalizar a obesidade ou qualquer que seja o peso da pessoa. É uma questão de tentar reduzir os problemas de saúde física e mental causados por tratamento discriminatório e críticas que fazem as pessoas se envergonharem de seus corpos", afirma o especialista.

O problema é que quem critica e discrimina alguém por estar gordo dizendo que isso faz mal à saude claramente também não está fazendo nenhum bem para a saúde dessa pessoa.

Tam Fry, porta-voz do Forum Nacional de Obesidade – entidade britânica que faz campanha para esclarecer sobre os perigos da obesidade – concorda que o body shaming é muito prejudicial e não ajuda ninguém a perder peso.

Mas diz que é importante que médicos possam se sentir à vontade para dizer para algumas pessoas que elas estão acima do peso.

Segundo ele, a obesidade é um assunto que precisa em algum momento ser apontado pelo profissional de saúde.

"Se a pessoa quer continuar acima do peso e está feliz com isso, que seja, mas é algo que precisa ser dito", afirma. "Acho que o body shaming é um desastre, mas é algo bem diferente de ouvir, de forma sensível e num momento adequado, que você está obeso e que isso pode acarretar certos problemas."

Dever de informar
E a campanha da Cancer Research, no Reino Unido, foi positiva ou prejudicial?

Flint diz que ela foi problemática porque promoveu a ideia de que as pessoas são individualmente culpadas pela obesidade e que ela é algo facilmente controlável.

"Sabemos que a obesidade é causada por muitos fatores. Existem muitas e diferentes causas na sociedade que afetam a questão do peso e da obesidade como um problema coletivo. Não é uma questão de culpar o indivíduo."

A Cancer Research diz que nunca teve a intenção de culpar as pessoas por estarem gordas.

Em uma reposta à comediante Sofie Hagen no Twitter, a entidade disse que não queria "fazer ninguém se sentir mal com seu corpo nem fazer ninguém pensar de maneira negativa sobre quem está obeso", mas que tinha o "dever de informar" as pessoas sobre a relação entre obesidade e câncer.

(Fonte: G1) 

 

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