Cirurgias, antes complexas, hoje podem ser feitas pelo umbigo

E-mail Imprimir PDF

Single-Site21-300x206Uma técnica moderna e bastante eficaz começa a ser realizada no Brasil, sob coordenação dos médicos Almino Ramos e Galvão Neto: trata-se da cirurgia por “porta única” ou, como é conhecida no exterior, “single port”. Eles são os pioneiros na utilização da técnica e contam com mais 100 casos realizados.

Até o momento, uma das técnicas que mais revolucionou a cirurgia recentemente foi a videolaparoscopia, onde, através de três pequenos orifícios, o médico introduz cânulas e microcâmera que são os condutores do procedimento, acompanhado por ele e sua equipe através de monitores de alta resolução. Este método reduz risco de infecção e tempo de internação, além de o paciente poder se restabelecer mais rapidamente.

“Esta nova técnica (pelo umbigo) originou-se da videolaparoscopia e veio para simplificá-la ainda mais. Através de um único orifício, o umbigo, onde não fica cicatriz, os riscos são diminuídos ainda mais, possibilitando a realização de cirurgias ainda mais complexas de forma mais rápida, eficaz e segura”, explica Dr. Almino Ramos. Segundo ele, o desenvolvimento de trocateres flexíveis auxiliou bastante na utilização desta nova modalidade. “Na videolaparoscopia, estes aparelhos, que nos auxiliam a realizar os procedimentos, são rígidos. Para que pudéssemos adaptar para um só, através do umbigo, eles tiveram de se tornar flexíveis para ficar acomodados em um só ponto de entrada e poder atingir inúmeros órgãos”, explica o profissional.

“Todo este avanço permitiu irmos mais longe. Buscamos reduzir ainda mais a agressão cirúrgica e o tamanho das incisões, alcançando uma nova era. Atualmente, já é possível realizar intervenções cirúrgicas sem cortes no abdômen.  A introdução das microcâmeras e dos instrumentos cirúrgicos é feita totalmente pelo umbigo”, revela o gastroenterologista e endoscopista Dr. Manoel Galvão Neto.

Entre algumas cirurgias realizadas, destacam-se: gástricas, bariátricas (cirurgias de obesidade), nefrológicas, ginecológicas, colonoscópicas, de retirada do apêndice e até de rim, por exemplo.

“O mais interessante é que tanto o incômodo para o paciente quanto a permanência no hospital são bem menores. O risco de infecção decresce consideravelmente, o paciente volta para casa e para suas atividades mais rapidamente e sem nenhuma marca na pele, além de representar menor custo para o sistema de saúde”, finaliza Dr. Galvão.

Informações à Imprensa: ADCom Comunicação Empresarial
Fones: (11) 3825-7171 / 3825-6939
www.adcompress.com.br / Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.