Obesidade: um problema atual

Por milhares de anos os seres humanos não se preocuparam com o excesso de gordura do organismo,já que a obesidade era considerada uma forma de armazenar reservas de energia.

Por muito tempo era até relacionado com um sinal de saúde e beleza física. Porém desde a origem da medicina com os gregos e árabes, como Hipócrates, Galeno e Avicena, já era observado o fato que os indivíduos obesos sofriam mais por doenças e viviam menos. Desde a antiguidade a Medicina Tradicional Chinesa através de seu livro da sabedoria o “Nei Ching” já recomendava que os indivíduos que quisessem ser saudáveis e ter vida longa deveriam evitar a obesidade.

Toda preocupação atual com a obesidade começou a partir de 1950 quando apareceram os primeiros resultados dos estudos estatísticos das companhias de seguro americanas, onde foi observado que as pessoas obesas adoeciam e morriam em número muito maior que os demais. Isto aumentou a preocupação com os obesos.

No mundo ocidental, a prevalência da obesidade, definida como indivíduos que apresentem Índice de Massa Corporal (I.M.C.) maior que 30Kg/m², está aumentando em todas as faixas etárias. Nos Estados Unidos, baseado em dados das Tabelas de Seguro de Vida Metropolitano, na década de 80, 20% dos homens e 27% das mulheres estavam acima do peso ideal e o Estudo Nacional de Exames de Saúde e Nutrição sugeriu que esse aumento de peso fosse de 31% para homens e 35% para mulheres. Estimativas da década de 90, são de que 58 milhões de americanos seriam obesos. Baseado nestes números, deduz-se que a obesidade é um problema de saúde pública com implicações sócio-econômicas representativas. No Brasil, calcula-se que 11 a 15% da população seja obesa. A obesidade traz conseqüências sérias, induzindo a outras doenças (comorbidade). Em geral, um aumento de 20% acima do peso médio aceito para a idade, aumenta as taxas de mortalidade em 20% para homens e 10% para mulheres. Ainda que nas formas moderadas (IMC entre 28 e 35) as referências com relação a morbidade diretamente associada a obesidade sejam inconclusivas, nas formas mais graves de obesidade (IMC > 35), essa relação direta é consistente, cunhando o termo “Obesidade Mórbida” ou “Obesidade Severa” como se tem preferido chamar.

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